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  • Foto do escritorComunicação/FFC

O abraço de um ídolo: Fred e o gandula Jorge Bayer

Momento foi especial para torcedor que atuou na partida entre Flu e Corinthians


No último sábado (02/07), no jogo entre Fluminense e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, o Maracanã viveu uma atmosfera única. E para um torcedor em especial, o desfecho não poderia ser melhor: Jorge Bayer, um dos gandulas da partida, recebeu um abraço do ídolo Fred. O momento, capturado pelas câmeras, rodou as redes sociais e emocionou os amantes do futebol que entendem o significado desse carinho.


Apesar de começar no banco, Fred era a maior atração da noite. Suas aparições no telão geravam êxtase, e seu nome era constantemente entoado pela multidão. Como um menino, Fred esbanjou um grande sorriso ao ser chamado para entrar na partida, e precisou de menos de 10 minutos para estufar as redes, fazendo com que a torcida, assim como ele, transbordasse emoção.


Ao final da partida, o camisa 9 buscou os braços da torcida. Atendeu diversos torcedores que se mantiveram após o apito final, e deu um abraço marcante em Jorge, que já trabalha como gandula há cerca de um ano. Seu pai, que também se chama Jorge, já exerceu a função e havia dito ao filho que fosse ao jogo gandular, pois sentia que a experiência poderia ser ainda mais marcante. O filho, então, seguiu a intuição do pai:

“Como eu sabia da importância desse jogo e resolvi seguir o conselho do meu pai, implorei para ser escalado, e acabei sendo chamado. O Fred é meu herói, faz parte de quase todos os bons momentos que vivi no futebol. Com 6 anos, estive na estreia dele em 2009, e hoje, com 19, depois de tudo que ele fez pelo Fluminense, não poderia estar longe do meu maior ídolo. Queria estar o mais perto possível dele”, disse o gandula, que destacou a sensação única de assistir às partidas nesta posição, além de declarar suas emoções naquela noite:


“Assistir aos jogos como gandula é algo único. É possível perceber detalhes não visíveis da arquibancada, e muito menos da TV. Estar perto dos jogadores e ouvir a torcida brincar com você é algo especial. Mas claro, temos que saber que estamos a trabalho, temos responsabilidade e precisamos saber dividir o lado torcedor naquele momento. No sábado, foi uma honra estar nessa posição e poder ver meu ídolo em campo nos mínimos detalhes. A partida pareceu um filme, o gol do Fred parecia estar escrito. Fiquei completamente arrepiado e não contive as lágrimas”.


Jorge ainda explicou como o abraço com Fred tornou-se possível. E surpreendentemente, o treinador Fernando Diniz foi importante para isso:


“Ao final da partida, os gandulas se reúnem próximo ao túnel. De lá, percebi que o Fred estava dando a volta no campo e atendendo a torcida, e resolvi esperar para tentar tirar uma casquinha desse momento. Quando ele chegou perto, estava impossível me aproximar, devido ao grande número de repórteres. Foi quando resolvi pedir ajuda ao professor Diniz, e ele, com toda atenção do mundo, me abraçou e me levou até o Fred, e assim possibilitou o melhor abraço da minha vida”.


Ao descrever mais detalhes do momento do abraço, o jovem confessou ter dificuldade em mensurar o quanto significou para ele:

“O momento do abraço eu ainda não sei explicar, é difícil processar tudo que aconteceu. Eu só queria agradecer ao meu herói por tudo. Logo pensei nas palavras do meu pai, mas a ficha ainda não caiu. Eu e Fred trocamos algumas palavras, consegui agradecê-lo, declarar o quanto ele é importante para mim. Ele me perguntou se eu iria no próximo jogo, o da despedida, e disse que me queria lá, e eu, claro, estarei”.


Texto: Comunicação/FFC Fotos: Marcelo Gonçalves/FFC

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